O Objeto de Aprendizagem que você está prestes a percorrer e utilizar foi idealizado pelo mestrando Mário Caldonazzo de Castro para o Programa de Pós-Graduação em História Ibérica da UNIFAL-MG, tomando por base a pesquisa que resultou na dissertação “ Cristóvão Colombo Descoberto: uma análise dos principais aspectos da historiografia colombina” . Ao navegar por esta página digital off-line o usuário terá contato com as informações básicas sobre Cristóvão Colombo e a Descoberta da América em textos sucintos no formato de notícias e ao mesmo tempo será instado a ler alguns trechos da dissertação por meio dos quais descobrirá aspectos controversos relativos ao tema em questão muito pouco conhecidos pelos estudiosos brasileiros. Em seguida à leitura será possível a realização de algumas atividades interativas que proporcionarão uma maior fixação do conteúdo proposto.
A realização desta pesquisa teve o apoio da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e da FAPEMIG (Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de Minas Gerais)
Um navegador genôves a serviço dos Reis Católicos navegando a oeste das Ilhas Canárias chegou a ilhas desconhecidas.
Espanha: Apoio dos Reis a Colombo
Março de 1492
A importância dos Reis Católicos da Espanha, Isabel I e Fernando II para o projeto de Colombo
A Divisão do Mundo
Junho de 1494
Portugal e Espanha assinam o Tratado de Tordesilhas.
Terra Redonda
Vários sábios já defendiam a teoria de que a terra é redonda.
Dom João II
O Monarca de Portugal foi procurado primeiro por Colombo.
Santa Maria, Pinta e Nina
Uma nau e duas caravelas gravam seus nomes para sempre na história
Cristovão Colombo Descobre Um Novo Mundo
Provavel aparencia de Cristovão Colombo.
Em 12 de outubro de 1492, um grupo de espanhóis liderados pelo italiano Cristóvão Colombo chegou a uma ilha chamada Guanahani depois de atravessar o oceano Atlântico. Embora pensassem que estavam nas Índias (na Ásia), descobriram um novo continente: a América.
Cristóvão Colombo nasceu em Gênova (Itália) em 1451. Filho de tecelões pobres, desde criança quis ser marinheiro. Depois de estudar muito, concluiu que a Terra era redonda e tinha uma ótima idéia: viajar para a China e India, indo para o oeste, atravessando o Oceano Atlântico, algo que ninguém jamais havia feito antes. Ele acreditava que essa rota era mais curta do que a usada para chegar à Ásia, margeando toda a costa da África, e que sua descoberta o tornaria muito rico.
Colombo precisava de dinheiro para pagar a viagem, por isso pediu ajuda ao rei de Portugal, o país que na época tinha melhores navegadores. Os portugueses rejeitaram o projeto porque acreditavam que era perigoso e ia fracassar.
Então, o italiano pediu ajuda aos Reis Católicos, Isabella de Castela e Fernando de Aragão, os primeiros reis da Espanha, que decidiram dar-lhe o dinheiro necessário para organizar uma pequena expedição.
Espanha: Apoio dos Reis a Colombo
A importância do apoio dos Reis Católicos da Espanha, Isabel I e Fernando II ao projeto de Colombo
Os Reis Católicos levaram a cabo uma política expansionista de seus reinos no exterior. Cada um dos dois grandes reinos da Espanha visava objetivos diferentes, mas complementares: dominar as rotas comerciais.
Castela concentrou sua expansão em direção ao Atlântico, e Aragão desde a Idade Média, tinha interesses em todo o Mediterrâneo, e fortalecido pela unificação com Castela procurou expandir e consolidar sua expansão pelo Mediterrâneo com o controle de boa parte da Itália: Sicília, regiões do norte e do reino de Nápoles.A Coroa de Castela procurou expansão através do Atlântico com a conquista das Ilhas Canárias (Gran Canaria, 1482, La Palma 1492, Tenerife, 1493) e, especialmente, a descoberta da América em 12 de outubro de 1492. Talvez o evento mais importante da história da humanidade, fato que mudou o mundo.
Terra Redonda
Vários sábios já defendiam que a Terra é redonda.
Planeta Terra.
Muitos sábios da antigidade e mesmo da época de Colombo sabiam que a terra é redonda: Aristóteles, Pitágoras, Plínio, Ptolomeu, Santo Tomás de Aquino, entre outros.Por isso Colombo estava determinado a encontrar um caminho mais curto da europa para a Ásia. Para conseguir , Colombo consultou os cosmógrafos da época, falou com pessoas que fizeram mapas guiados pelos corpos celestes e estudou esses mapas. Alguns dos cosmógrafos estavam convencidos de que a Terra era redonda.
Cristovão Colombo e a Terra Redonda.
Colombo também acreditava apesar do fato de que muitas pessoas de seu tempo pensavam que a Terra era plana. Graças a seus estudos, Colombo passou a acreditar que, se navegasse para o oeste, poderia chegar mais rápido ao extremo leste da Ásia. Para Colombo e os homens do seu tempo, fora a Europa, Ásia e África, o resto do mundo era todo água. A parte de terra do planeta era chamada pelos antigos de orbis terrarum ou ilha da terra. Como Colombo não sabia que a América existia, achava que no extremo da Ásia o Oceano Atlântico estava unido ao Oceano Índico. Com a ideia de que a terra era redonda, ele elaborou um plano para uma navegação da Europa para o oeste.
Dom João II
Cristóvão Colombo procurou primeiro o rei de Portugal Dom João II.
Dom João II.
Colombo viveu em Portugal de 1476 a 1485, ano em que se mudou para a Espanha.. A primeira reunião de Colombo com Dom João II foi em 1484. O navegador apresentou seu plano para chegar à China pelo Ocidente e o rei, como era de costume, solicitou a avaliação de uma comissão de especialistas formada por um alguns sábios do reino. A comissão decidiu que o plano não era viável porque entendiam que o Japão e a China estavam muito mais distantes do que Colombo pensava ( no que estavam certos).
Portanto, a primeira rejeição ao plano de Colombo em Portugal se baseou em um fato absolutamente certo (que Colombo estava errado quanto ao tamanho da Terra). Antes de dar a resposta negativa o rei encarregou alguns navegadores para testar a ideia de Colombo. Possivelmente um ou mais navios partiram para uma expedição navegando para o oeste do Atlântico e regressaram sem não encontrar nada.
Mesmo assim não foi a única oportunidade do descobridor da América com o rei de Portugal. Quatro anos depois, Colombo voltou a Lisboa, chamado por Dom João II, que voltou a se interessar. Exatamente quando parecia que o monarca iria apoiar Colombo Bartolomeu Dias chegou a Portugal, com a notícia de que ele havia dobrado o Cabo da Boa Esperança e que, portanto, Portugal já tinha um caminho para a Índia pelo leste. Dom João entendeu que não precisava de uma nova rota e Portugal perdeu uma segunda chance de apoiar Colombo e ser o reino protagonista da descoberta da América.
Santa Maria, Pinta e Nina
Santa Maria, Pinta e Niña, uma nau e duas caravelas gravam para sempre seus nomes na história
A NAU SANTA MARIA
Santa Maria, Pinta e Niña.
Em princípio, em relação a este navio, é necessário corrigir uma crença popular de que era uma caravela, quando na verdade era um navio de três mastros(nau), embarcação bastante comum naquela época, e que tinha maior porte que as caravelas.
Segundo a História, aparentemente foi propriedade de Juan de la Cosa. Da mesma forma, sabe-se que este navio foi inicialmente batizada como Gallega, seu nome que foi mudado primeiro para María Galante e, finalmente, para Santa María, um nome dado pelo próprio Cristóvão Colombo.
A Santa Maria chegou à América, mas não retornou à Espanha, porque encalhou em dezembro de 1492, em frente à ilha de Hispaniola (ilha onde atualmente se localizam a República Dominicana e o Haiti). Seus restos foram utilizados pela tripulação espanhola para levantar o forte la Navidad (Natal), considerado o primeiro assentamento espanhol erguido em solo americano.
Esquema do interior da Santa Maria e seus compartimentos.
A CARAVELA PINTA
A caravela era uma embarcação tecnicamente definida como um navio longo, leve e alto, com aproximadamente trinta metros de altura. Da mesma forma, a caravela é considerada um navio estreito, que tem três mastros, que repousam sobre um único convés, com média de oito nós de velocidade (aproximadamente 15 km/h), por isso foram bastante valorizadas durante os séculos XV e XVI pelos marinheiros portugueses para as fazer viagens oceânicas.
Este navio era o mais rápido da frota que Colombo usou em sua primeira viagem, atingindo velocidades de até onze nós(20 km/h), como o próprio descobridor anotou em seu diário de viagem. Além disso, não só participaria da primeira viagem, mas fez parte da frota com a qual Cristóvão Colombo retornaria à América para sua segunda viagem.
A CARAVELA NIÑA
Este barco também era uma caravela, a menor da frota (Niña traduzido para o espanhol é “Menina”) só que em vez de ter velas redondas, tinha velas quadradas. No entanto, acredita-se que isso foi resolvido nas Ilhas Canárias antes de sair definitivamente para a aventura do descobrimento. A Niña foi usada ainda por Cristóvão Colombo em sua segunda viagem, e acredita-se também durante a terceira viagem.
Esquema do interior e compartimentos de uma caravela da época dos descobrimentos marítimos
A Divisão do Mundo
Portugal e Espanha assinam o Tratado de Tordesilhas